“O jato de Hugh Hefner tinha uma cama redonda e a própria discoteca.”
Hefner encomendou o DC-9 no auge da fortuna da Playboy e o mandou customizar na fábrica em Long Beach e por especialistas em interiores em Miami. A pintura toda preta com um coelho branco na cauda era única numa era de aviões de linha prateados; a matrícula, N950PB, terminava em "PB" de Playboy.
Por dentro, a cabine traseira abrigava os aposentos privativos de Hefner: uma cama elíptica, um chuveiro e paredes revestidas de madeira. À frente ficavam um lounge com sofás de couro, uma galley que servia jantares completos, projetores de filme e um sistema de som de fita 8 pistas, e uma área com luzes piscantes onde os convidados dançavam. A cobertura da época na Life e retrospectivas posteriores no Hollywood Reporter e no The War Zone o descrevem de forma consistente, e sobrevivem fotografias.
A equipe de comissárias, vestidas com miniuniformes de couro preto, foi selecionada nos Playboy Clubs e enviada à escola de treinamento da Continental, o que as tornava tripulantes de cabine qualificadas, não decoração.
Operar um DC-9 para as viagens de um só homem se mostrou ruinoso até para a Playboy, e a aeronave foi vendida à venezuelana VIASA em 1975, voando depois para a Aeromexico. Sua fuselagem terminou os dias como exposição educativa num parque em Querétaro, no México. Parte do interior está preservada na Purdue University.
Fontes: hollywoodreporter.com · twz.com