
“Ter um jato particular custa no mínimo US$ 1 milhão por ano, não importa o quê.”
Os custos anuais de propriedade se dividem em fixos (salários da tripulação, hangar, seguro, treinamento, assinaturas, taxas de gerenciamento) e variáveis (combustível, reservas de manutenção, programas de motor, taxas de pouso, catering). O lado fixo é o que surpreende os novatos: dois pilotos em tempo integral num jato de cabine grande podem custar US$ 350.000–500.000 por ano antes de voarem uma única hora.
Valores representativos, tudo incluído, para cerca de 200–300 horas por ano, com base em pesquisas publicadas de custo operacional:
- Jato muito leve (Phenom 100, Citation M2): cerca de US$ 500.000–900.000
- Jato leve (Phenom 300, CJ4): cerca de US$ 900.000–1,5 milhão
- Super-midsize (Challenger 350, Praetor 600): cerca de US$ 1,8–2,8 milhões
- Cabine grande (Global 7500, G650ER): cerca de US$ 3–5 milhões
Nada disso inclui a depreciação, que num jato novo de US$ 70 milhões pode superar de longe a conta operacional, nem o custo de capital de comprá-lo em primeiro lugar.
Então o meme acerta no espírito — jatos são um hábito de sete dígitos para a maioria dos proprietários —, mas o dono de um King Air ou de um Vision Jet que voa com moderação pode ficar bem abaixo dos sete dígitos. E é exatamente por isso que existem as cotas de propriedade fracionada e os jet cards.
Fontes: nbaa.org · aircraftcostcalculator.com



