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“Proprietários fracionados compartilham um jato específico com algumas outras pessoas.”

Veredito: No papel, sim: você compra 1/16 ou 1/8 de uma aeronave específica, com matrícula, e é isso que você possui para fins fiscais e legais. Na prática, você quase nunca voa nela. NetJets, Flexjet e concorrentes operam uma frota compartilhada e mandam a aeronave da sua categoria que estiver mais perto — esse é justamente o ponto. A "aeronave específica" é uma ficção jurídica com certificado de registro.

Um programa fracionado vende cotas de aeronaves em incrementos de 50 horas: uma cota de 1/16 equivale a cerca de 50 horas por ano, 1/8 a cerca de 100, até meia cota. Você paga um preço de compra pela cota, uma taxa mensal de gerenciamento e uma tarifa horária quando voa. O programa garante uma aeronave com poucas horas de aviso, em quase qualquer lugar da região de operação.

Para honrar essa garantia, o operador junta as aeronaves de todos os proprietários numa só frota e despacha por proximidade e disponibilidade. As regras de "intercâmbio" da NetJets também permitem voar numa aeronave maior ou menor do que a sua, com as horas ajustadas. Donos de uma cota de Phenom 300 podem se ver num Citation Latitude num dia movimentado. Essa flexibilidade é o que faz o fracionado funcionar, e é por isso que a aeronave específica que você "possui" só importa mesmo na revenda, quando o programa recompra a cota por um valor depreciado.

Existem arranjos menores de "copropriedade" — três ou quatro pessoas dividindo uma aeronave que elas mesmas gerenciam — em que o boato é preciso. Eles existem, especialmente com turboélices, mas não são o que as pessoas querem dizer com "fracionado", e vêm com as brigas de agenda que os grandes programas foram inventados para evitar.

Fontes: en.wikipedia.org · netjets.com

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