
“Jatos pilotados por uma só pessoa são acidentes esperando para acontecer.”
Todo jato é certificado com uma tripulação mínima, e a FAA e a EASA só permitem operação com piloto único para tipos que passam por uma avaliação rigorosa de carga de trabalho. Jatos leves da Cessna, Embraer, Pilatus, Honda e Cirrus têm essa aprovação; jatos médios e grandes, não.
O histórico de acidentes é mais sutil do que o boato. O Cirrus Vision Jet — monomotor e de piloto único — registrou apenas um punhado de acidentes e nenhuma fatalidade em seus primeiros anos de serviço, ajudado pelo paraquedas e pelo sistema de pouso automático Safe Return. Quando jatos de piloto único aparecem em relatórios de acidentes, o padrão costuma ser um piloto-proprietário, alta carga de trabalho, mau tempo e uma aproximação que deveria ter sido abortada — o problema dos fatores humanos, não da aeronave.
É também por isso que o setor de fretamento já votou com os pés. A maioria dos operadores da Parte 135 voa até jatos certificados para piloto único com dois tripulantes, em parte pelo seguro, em parte pela redundância e em parte porque os clientes esperam isso. Um segundo par de olhos pega os erros que um piloto cansado cometeria sozinho. Portanto: não é inerentemente perigoso, mas dois pilotos são uma margem de segurança real, não apenas teatro.
Fontes: en.wikipedia.org · aopa.org



