
“Alguns jatos particulares têm chuveiro a bordo.”
Água numa aeronave é um compromisso. O sistema de chuveiro de um Global 7500 armazena cerca de 30–40 galões, o bastante para dois ou três banhos curtos num voo de 14 horas, e o tanque, a bomba, o aquecedor e o dreno acrescentam cerca de 200–300 lb. A Gulfstream oferece um chuveiro no lavatório traseiro do G650ER desde cerca de 2015, e fez dele um destaque da grand suite do G700. A opção de chuveiro do Falcon 8X da Dassault foi lançada em 2017.
Em cabines maiores a engenharia é mais fácil: um Boeing BBJ ou um Airbus ACJ pode dedicar um cômodo inteiro a um banheiro com chuveiro de verdade e uma parede de espelhos, e a Lufthansa Technik e a Jet Aviation já construíram dezenas. As aeronaves do emir do Catar e o Air Drake são exemplos bem documentados.
O detalhe divertido é a pressão. Os diferenciais de pressão da cabine e a necessidade de drenar a água com segurança fazem os chuveiros de jatos executivos terem duchas de baixo fluxo e um temporizador; alguns proprietários os descrevem como adequados, não luxuosos. Ninguém fica de molho numa banheira a 45.000 ft — banheiras foram propostas e rejeitadas por peso e pelo balanço da água durante décadas, embora um conceito da Airbus tenha incluído uma, famosa.
Portanto: verdade, útil nos voos mais longos, e menos comum do que os catálogos sugerem, porque a maioria dos compradores prefere os assentos extras.
Fontes: gulfstream.com · bombardier.com · dassaultfalcon.com






